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São Paulo Não Dorme no Inferno é uma série de suspense sobrenatural, investigação policial e distopia urbana em oito episódios. A história se passa em uma versão futurista de São Paulo, algumas décadas após o chamado Acordo da Consolação, tratado político, religioso e corporativo que reconheceu oficialmente a existência dos demônios e permitiu sua integração à sociedade humana.

Nessa cidade, humanos e demônios convivem em uma espécie de harmonia agressiva. Eles trabalham nos mesmos prédios, frequentam as mesmas boates, usam os mesmos aplicativos, dividem condomínios, cargos públicos, igrejas, clínicas de possessão consentida e corredores corporativos. A paz existe, mas é uma paz armada, vigiada, ressentida. Ninguém pode declarar guerra ao outro lado, mas todos se odeiam o suficiente para desejar que essa guerra recomece.

No centro da trama está João, detetive da Divisão de Homicídios Interespécies, um policial sedutor, arrogante e moralmente instável, conhecido nas noites da cidade como João Putão. Quando uma série de mulheres aparece esquartejada em quartos de hotéis de diferentes zonas de São Paulo, sempre acompanhada de um cartão em latim com a frase “Non mors appropinquat, sed aliquid multo peius” — “Não é a morte que está chegando, é algo muito pior” — João e sua parceira Mônica entram em uma investigação que ameaça desmontar o equilíbrio político entre humanos e demônios.

O caso se torna pessoal quando João descobre que está sendo usado como recipiente de Balor, um demônio ancestral ligado à fome, à guerra e à mutilação ritual. Acusado de um dos assassinatos, perseguido pela polícia, desejado por facções demoníacas e protegido apenas por Mônica, João precisa provar sua inocência enquanto luta contra a entidade dentro dele. O problema é que Balor talvez não seja apenas um invasor. Talvez seja parte de algo que a própria cidade ajudou a criar.

Da Lama ao Caos é uma série dramática de suspense criminal, horror social e realismo fantástico ambientada no Recife contemporâneo, onde uma sequência de crimes contra adolescentes revela uma rede de exploração, corrupção, fé manipulada, vingança familiar e especulação imobiliária sobre os manguezais da cidade.

A série acompanha personagens de diferentes camadas sociais — uma jovem ribeirinha, uma delegada da elite, um pastor ambicioso, um traficante movido por vingança, um velho marisqueiro e um homem respeitável conhecido apenas como O Doutor — cujas trajetórias se cruzam quando corpos começam a aparecer na lama.

O mangue não é apenas cenário. Ele é memória, testemunha, cemitério e oráculo. Tudo que Recife tenta esconder, a lama devolve.

Quando adolescentes começam a aparecer mortos nos manguezais do Recife, uma delegada ligada à elite local, uma jovem ribeirinha, um pastor ambicioso e um traficante em busca de vingança descobrem que os crimes não são obra de uma lenda urbana, mas de um predador real — O Doutor — protegido por uma rede de políticos, empresários, religiosos, policiais e magistrados.

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Chica da Silva e o Turbante do Tempo é uma série de animação infantil e juvenil que transforma a própria Chica da Silva em uma heroína viajante do tempo: divertida, elegante, esperta, vaidosa na medida certa, cheia de presença e dona de uma inteligência capaz de vencer qualquer opressor com astúcia, teatro, música e imaginação. Chica surge com uma boneca de mamulengo, uma forma tradicional de teatro de bonecos brasileira, originária do estado de Pernambuco e reconhecido como Patrimônio Imaterial do Brasil.  Em uma estrutura repleta de fantasia, humor e aventura, Chica da Silva não apenas conta histórias — ela entra nelas, conduz as missões, brinca com o tempo e transforma cada episódio em um espetáculo mágico de bonecos, música, cores e descobertas.  A série assume essa figura histórica como personagem ficcionalizada para crianças, valorizando não o mito sensualizado ou caricato, mas uma Chica inteligente, estrategista, brincante, inventiva e consciente do peso de sua memória. E ela percorre nossa história, buscando as memórias negras do Brasil, conectando Minas, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Ceará, Rio de Janeiro e outros territórios da resistência negra.

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Este pode ser um romance ecológico ou uma grande aventura.

Pode ser a história do futuro ou uma história de amor.

Toda a vegetação destruída, fauna extinta, comida química. Sirenes, lixo, uma grande metrópole superpovoada onde os habitantes não têm liberdade de locomoção, e, em meio ao caos, lutam para sobreviver.

Esse cenário construído por Ignácio de Loyola Brandão coloca o leitor diante das possíveis consequências que repetidas agressões ambientais trariam ao planeta.

Forte e envolvente, uma história que estimula à discussão de questões de primeira ordem, que vão do socioeconômico ao ecológico.

E com sua narrativa marcada por um ritmo de filme de terror e ação, repleta de sutilezas e ironias, Não Verás País Nenhum certamente vai eletrizar os telespectadores de todo mundo, agora transformado em minissérie.

A história se passa em uma São Paulo futurista e agonizante, mas assustadoramente familiar. O verde foi extinto; o calor é sufocante e a chuva inexiste. Janelas são cobertas por painéis pintados com árvores falsas (vendidas por metro quadrado) para simular a natureza. A população sobrevive à base de comida sintética de laboratório, água reciclada da urina e cotas de sobrevivência controladas por fichas de racionamento. O crime é contido pelos Civiltares, uma força policial truculenta que promove limpezas sociais higienistas contra os marginalizados. O país inteiro é gerido pelo "Esquema", uma entidade fantasma burocrática que dita leis arbitrárias sem nunca mostrar a cara. É o retrato hiperbolizado da terceirização, do desemprego e do esfacelamento das relações trabalhistas e humanas.

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Serra Pelada é uma das imagens mais poderosas já produzidas pelo Brasil: uma multidão enlameada escavando a terra com as próprias mãos, como se cavasse também o destino do país. Nenhum outro garimpo brasileiro concentrou tanto ouro, tanta esperança, tanta brutalidade e tanta mitologia popular.

Mas a pergunta que move a série não é apenas: quanto ouro havia em Serra Pelada?
A pergunta é: o que aconteceu com as pessoas que foram até lá em busca de tudo e muitas vezes voltaram sem nada?

Serra Pelada – Mais Histórias do que Ouro resgata a dimensão humana, emocional e cinematográfica dessa aventura. Cada episódio combina a força do documentário investigativo com a sedução narrativa da ficção: depoimentos de quem viveu, arquivo de época, fotografias, sons do garimpo, músicas populares, manchetes, mapas, objetos, cartas, recibos, pepitas, armas, roupas, barracos, bordéis, bares e reconstituições dramatizadas de histórias que parecem inventadas, mas nasceram da realidade.

A série tem um diferencial claro: ela não se limita à história oficial. Ela mergulha na memória oral do garimpo. Nas versões contraditórias. Nas lendas repetidas de boca em boca. Nas histórias que os livros não registraram, mas que sobreviveram nos bares, nos barracos, nas cicatrizes e nos silêncios dos garimpeiros.

Serra Pelada foi um lugar onde um homem podia acordar miserável e dormir rico. Ou acordar rico e não sobreviver até a noite. Um lugar onde a terra valia mais do que a vida. Onde a fé andava ao lado da violência. Onde o ouro comprava mulheres, armas, aviões, shows, dentes, comida, silêncio e ilusões. Onde a maior riqueza talvez tenha sido a criação de um imaginário inesgotável.

Ao longo de oito episódios, o público conhecerá Serra Pelada como nunca: não apenas como a maior mina a céu aberto do mundo, mas como um território mítico onde o Brasil revelou, em estado bruto, sua coragem, sua violência, seu humor, sua fé, sua criatividade e suas contradições.

Little Coffin Joe é uma série live-action de terror adolescente, gótica, brasileira e histórica, ambientada em uma São Paulo periférica dos anos 1950, onde o progresso industrial convive com superstição, repressão moral, violência de classe e medo do diferente.

A série acompanha Zezinho Esquife, um adolescente introspectivo, humilhado na escola pública, apaixonado por uma garota inalcançável e marcado pela morte misteriosa da mãe. Filho do dono de uma pequena funerária encostada a um cemitério popular, Zezinho cresce entre caixões, velórios, rádios chiando, filmes de horror de bairro, lendas familiares e o olhar de uma comunidade que já o trata como aberração antes mesmo de ele entender quem é.

Ao completar 16 anos, recebe do pai uma chave antiga que abre o porão proibido da Funerária Esquife. Lá, entre caixões antigos, retratos de antepassados, símbolos entalhados e objetos esquecidos, Zezinho desperta a presença do Comendador Dalibor, um ancestral sombrio que promete transformar vergonha em poder, medo em domínio e solidão em destino.

A partir desse momento, a vida do garoto se divide entre duas forças: o desejo humano de ser amado, aceito e compreendido, e a atração cada vez mais forte por uma herança que lhe oferece aquilo que o mundo sempre lhe negou — respeito, medo e controle.

A série propõe uma origem emocional, social e sobrenatural para o nascimento de um dos maiores mitos do terror brasileiro. Não se trata apenas de mostrar como nasce um monstro. Trata-se de perguntar quem ajudou a criá-lo.

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Grandes Damas do Samba é uma série documental musical que resgata a história do samba a partir de suas mulheres: mães de santo, tias baianas, compositoras, intérpretes, rainhas de escola, cantoras populares, instrumentistas, lideranças comunitárias e jovens artistas que mantêm vivo o samba de raiz.

A série parte de uma ideia central: o samba não sobreviveu apesar das mulheres; ele sobreviveu por causa delas.

Durante décadas, a história oficial do samba foi contada quase sempre pelos nomes masculinos. Mas por trás das rodas, dos terreiros, das escolas, dos quintais, dos desfiles e dos grandes palcos, havia mulheres sustentando famílias, abrindo suas casas, protegendo tradições proibidas, cantando dores ancestrais, compondo quando não podiam assinar, enfrentando o machismo das rodas e transformando o samba em território de resistência, identidade e liberdade.

A primeira temporada será conduzida por Ana Thereza, jovem sambista da periferia de São Paulo, formada na tradição oral, nos ensaios comunitários e na vivência do Samba Delas, grupo nascido no Capão Redondo com a missão de fortalecer o protagonismo feminino, a negritude e a união através da música.

Ana Thereza funciona como ponte dramática e afetiva entre passado, presente e futuro.

Ao longo dos episódios, ela investiga a trajetória das grandes damas do samba, encontra artistas da nova geração, participa de rodas, visita territórios simbólicos e descobre que sua própria história faz parte de uma linhagem muito maior.

Antes de ser o mestre da Mona Lisa, antes de pintar A Última Ceia, antes de ser chamado de gênio universal, Leonardo da Vinci tentou ser outra coisa: cozinheiro.

E fracassou gloriosamente.

A série acompanha o jovem Leonardo em sua obsessão pouco conhecida — e deliciosamente absurda — pela gastronomia. Para ele, comida não é apenas sustento. É ciência, arte, geometria, música, arquitetura, anatomia, alquimia e, acima de tudo, uma tentativa desesperada de entender os homens.

O problema é que os homens de seu tempo querem pernas de carneiro, pão duro, vinho derramado e fartura medieval. Leonardo quer porções minúsculas, pratos desenhados como esculturas, talheres estranhos, cardápios indecifráveis, máquinas de descascar alho e bois esfregando o chão.

O resultado é um desastre atrás do outro.

Mas por trás de cada fiasco culinário nasce uma descoberta. Cada prato recusado, cada taberna falida, cada cozinha incendiada e cada cliente furioso empurram Leonardo para aquilo que ele realmente será: um artista capaz de transformar o fracasso em beleza.

LEONARDO DA VINCI E A ARTE DE FRITAS SAPOS é a história de um gênio que queria alimentar o mundo — e acabou ensinando o mundo a olhar.

Na Florença renascentista, um jovem Leonardo da Vinci tenta revolucionar a cozinha antes de revolucionar a arte, mas seus pratos minúsculos, invenções perigosas e parcerias desastrosas com Botticelli transformam sua carreira gastronômica numa sucessão de fiascos hilários — até que, em Milão, seus fracassos à mesa o conduzem à criação de sua obra mais famosa: A Última Ceia.

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Crimes e Mistérios acompanha Ana Parelhos, perita criminal e fotógrafa de cenas de crime em São Paulo. Conhecida nos bastidores da polícia como Ana Sinistra, ela tem uma capacidade rara: suas fotografias captam detalhes invisíveis ao olhar comum — e, às vezes, presenças que pertencem ao mundo dos mortos.

Filha de uma maquiadora de defuntos, Ana cresceu cercada por cadáveres, velórios e despedidas. Na infância, escutava os mortos sussurrando pedidos, queixas e segredos. Com o tempo, as vozes desapareceram. Anos depois, ao fotografar uma cena brutal de homicídio, esse dom retorna com força. A partir daí, Ana passa a investigar crimes violentos em que as vítimas não conseguem descansar.

Mas os mortos não entregam respostas fáceis. Eles aparecem em fragmentos: reflexos, borrões, cheiros, ruídos, lapsos de memória, frases interrompidas. Ana precisa transformar essas manifestações sobrenaturais em provas concretas, capazes de sustentar uma investigação real.

Cada episódio apresenta um crime fechado, mas a temporada costura um arco maior: Ana começa a perceber que alguns casos têm marcas semelhantes, como se alguém conhecesse a ligação entre morte, imagem e memória — e estivesse usando isso para aprisionar almas no instante final de suas vidas.

Crimes e Mistérios é uma série sobre justiça, luto, imagem e memória. Uma história policial sobrenatural em que cada crime revela uma verdade escondida, cada fotografia pode conter um fantasma, e cada morto carrega um último segredo antes de partir.

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