
ANDRÉ PRATA AMORIM


Ouro Preto é uma fantasia dramática sobrenatural sobre amor, memória e redenção, ambientada em uma cidade onde a história do Brasil parece nunca ter terminado de acontecer. Entre ladeiras de pedra, igrejas barrocas, ruínas úmidas e casarões que guardam objetos de séculos diferentes, um jovem escritor em crise chega à antiga cidade mineira em busca de inspiração para salvar sua carreira. Pressionado por seu editor a escrever um grande romance ou se render ao mercado da autoajuda, ele acredita estar apenas fugindo de seu fracasso. No entanto, Ouro Preto o recebe como se já o conhecesse.

Quando o gigantesco asteroide Pallas entra em rota de colisão com a Terra, a humanidade descobre que tem poucas horas antes do fim. Enquanto os Estados Unidos tentam salvar o planeta com ogivas nucleares, o Brasil mergulha em um caos absurdo: uma quadrilha planeja roubar o ouro do Banco Central, um miliciano se tranca num bunker sem banheiro, um guru espera a chegada de alienígenas e, em São Paulo, Pedro, um jovem de 18 anos, só pensa em uma coisa: perder a virgindade antes do impacto.
Mas quando a missão americana fracassa e o asteroide acelera rumo a São Paulo, a última esperança da humanidade surge de onde ninguém esperava: um foguete brasileiro improvisado, equipado com um enorme cinzel e idealizado por um pedreiro da Barreira do Inferno. Entre pânico, desejo, fé, ganância e muita gambiarra, o mundo talvez seja salvo — ou acabe da forma mais brasileira possível.

Há mais de dois mil anos, uma guerra silenciosa consome a Europa: o confronto entre os lobisomens Lycans e a dinastia de vampiros Striguÿ. Quando o conflito atinge seu ápice na Chechênia, o guerreiro Anton Vârcolac e sua filha rebelde, Katherine, fogem para o Brasil dentro de um contêiner de carga. Eles buscam o apoio de uma linhagem ancestral de lobisomens radicada em Joanópolis, interior de São Paulo, conhecida como a "capital do lobisomem".
Para o choque dos recém-chegados, os Lycans brasileiros encontraram a paz, integrando-se à cultura caipira e vivendo harmoniosamente com os humanos. No entanto, os Striguÿ seguem o rastro dos fugitivos. Liderados pelo aristocrático Vladimir e pelo sádico Upiór, os vampiros invadem o país dispostos a transformar o interior paulista em um abatedouro.
No centro dessa tempestade, Katherine e o jovem príncipe vampiro Yuri, filho de Vladimir, vivem um amor proibido desde a Europa. Quando um massacre coordenado expõe a existência dos monstros durante uma festa folclórica da cidade, os namorados viram alvos de suas próprias famílias. Caçados na Serra da Mantiqueira, eles encontram um diário ancestral com uma revelação biológica oculta por milênios: os vampiros descendem diretamente dos lobisomens, criados quando um Lycan morre tomado pelo ódio. Agora, Katherine e Yuri precisarão assumir a liderança de seus clãs para parar o confronto final antes que o ciclo autodestrutivo extinga a todos.

Uma Viagem Alucinante é uma comédia romântica de terrir sobre duas pessoas que passaram vinte anos se odiando para não admitir que nunca deixaram de se amar. O filme começa como uma corrida de aplicativo desconfortável entre São Paulo e Campinas, mas rapidamente se transforma em uma jornada sobrenatural envolvendo chupa-cabra, seita ufológica, boi falante, corpo-seco, fantasmas, tecnologia científica impossível e um funeral que pode abrir um portal entre vivos e mortos.
A força do projeto está justamente nesse choque de tons. É uma história de amor mal resolvido contada como uma aventura caótica, popular e brasileira, em que o absurdo não elimina a emoção. Pelo contrário, quanto mais alucinante a viagem fica, mais Paulão e Bia são obrigados a encarar aquilo que passaram duas décadas tentando esconder: a mágoa da juventude, o orgulho ferido e o desejo que sobreviveu ao tempo.


Depois de uma apresentação triunfal e devastadora no Madison Square Garden, Janis Joplin rompe com a Kozmic Blues Band e foge para o Brasil em busca de silêncio, amor e uma vida possível longe do mito que a consome; entre o Carnaval do Rio, a repressão da ditadura, a estrada para a Bahia e um romance inesperado com um homem que não sabe quem ela é, Janis encontra por algumas semanas a liberdade que sempre cantou — antes de voltar aos Estados Unidos e transformar essa perda no último fogo de sua arte. O filme acompanha Janis Joplin no instante em que sua carreira parece maior do que seu corpo consegue suportar. Ela é celebrada como uma das vozes mais intensas de sua geração, mas se sente aprisionada por uma engrenagem que exige dela exatamente aquilo que a destrói: excesso, espetáculo, abandono, disponibilidade emocional absoluta e uma imagem pública de mulher selvagem, incontrolável, quase inumana.
A Última Praia de Janis não é um filme sobre uma estrela estrangeira visitando um país exótico, mas sim sobre uma mulher que atravessa o mundo para tentar descobrir se ainda existe algo nela além daquilo que o público consome. O Brasil, nesse filme, não é cenário decorativo; é personagem contraditório, sensual, repressivo, generoso e perigoso. É o lugar onde Janis encontra tanto a promessa de liberdade quanto a prova de que nenhum paraíso existe fora da história.
Maloe, um cantor em início de carreira, viaja ao Amazonas em busca de descanso, mas acaba se perdendo na floresta ao lado de Biba, uma menina esperta que sobrevive contando lendas para turistas. Ao encontrarem Karubá Ty, um rio encantado protegido por Sapain, o xamã das águas, os dois passam a ouvir os animais como se fossem gente. Agora, ao lado de bichos falantes, de uma jovem indígena por quem Maloe se apaixona e de uma floresta cheia de magia, eles precisarão impedir que um poderoso biopirata drene o rio e destrua o coração da Amazônia.
Fala Bicho! — O Segredo de Karubá Ty é uma aventura familiar brasileira ambientada na Amazônia, que mistura fantasia, humor, música, lendas indígenas, animais falantes e uma mensagem forte de preservação ambiental.

O Grande João Mindinho é um filme sobre identidade, medo e responsabilidade, contado com ritmo de comédia popular e energia de cinema de ação. A história tem uma premissa simples, visual e vendável: um homem pequeno contrata um gigante para ser ele. Mas, por trás da farsa, existe um arco emocional claro: um covarde precisa descobrir que não há disfarce capaz de substituir a coragem de assumir a própria verdade.
Depois que seu pai, um poderoso bicheiro carioca, é assassinado, João Mindinho, um herdeiro baixinho, covarde e criado nos Estados Unidos, retorna ao Rio com um plano absurdo: convencer seu amigo gigante, KK, a se passar por ele e assumir o comando da facção. Mas, cercado por um traidor interno, uma milícia corrupta e cobradores russos de Nova York, Mindinho terá de abandonar a farsa e provar que pode ser maior do que o próprio medo. Ou seja, um herdeiro covarde de um império criminoso precisa fingir ser assessor do próprio impostor para sobreviver à guerra pelo poder no morro, mas acaba descobrindo que coragem não é parecer grande, e sim assumir quem se é.


São Paulo, 1967. A cidade vive uma febre de televisão, música, festivais, auditórios lotados, artistas correndo de um estúdio para outro e famílias inteiras reunidas diante dos aparelhos em preto e branco. A TV Record está em seu auge. Mas, nos bastidores, ninguém sabe ao certo quanto tempo aquele tipo de televisão ainda sobreviverá: programas ao vivo, teatro lotado, cenário montado às pressas, câmeras pesadas, atores suando sob refletores e improvisos que podem salvar ou destruir uma noite inteira.
No Teatro Record, nasce a aposta mais perigosa da temporada: Família Trapo, um humorístico de situação gravado como se fosse ao vivo, com plateia. O primeiro episódio tem uma premissa simples e explosiva: Pepino Trapo, rico comerciante italiano interpretado por Otello Zeloni, acaba de realizar seu grande sonho: comprar uma bela mansão em São Paulo. Para ele, aquela casa não é apenas um imóvel. É a prova de sua vitória. Depois de anos de trabalho, comércio, esforço e ambição, Pepino quer finalmente viver com status, cercado pela esposa elegante, pelos filhos bem-educados, por um mordomo refinado e pela aparência de uma família respeitável.
A paz da mansão é destruída quando Carlos Bronco Dinossauro, vivido por Ronald Golias, surge na porta com uma mala, um sorriso torto e a convicção absoluta de que a casa do cunhado é também sua casa. Está desempregado, sem dinheiro, sem planos e sem a menor intenção de ir embora. A partir dessa invasão, o primeiro episódio apresenta a fórmula que se tornaria a alma de toda a série: Pepino tenta trabalhar, enriquecer, manter a linha e preservar o status; Bronco cria esquemas absurdos, foge do trabalho, manipula a irmã, inferniza o cunhado, irrita os sobrinhos e transforma a rotina da mansão numa guerra cômica permanente. Mas o filme não conta apenas a história do episódio. Conta a história de como esse episódio quase não aconteceu.
Em uma tarde sufocante de verão, uma mulher coberta por um véu surge no cruzamento da Quinta Avenida com a Rua 45, em Manhattan. Seu corpo parece feito de luz e fumaça. Seu véu é agitado por um vento inexistente. Pedestres tentam tocá-la, mas suas mãos atravessam a figura. Depois de poucos segundos, a mulher desaparece diante de centenas de testemunhas. Nos dias seguintes, a aparição se repete em diferentes pontos de Nova York.
Os vídeos dominam as redes sociais. Cientistas, religiosos, jornalistas, especialistas em inteligência artificial e teóricos da conspiração tentam explicar o fenômeno. Para alguns, trata-se de uma projeção tridimensional. Para outros, de uma mensagem alienígena, uma falha no espaço-tempo ou a primeira manifestação comprovada de uma entidade espiritual.
Mas apenas um homem conhece a identidade daquela mulher.
O advogado Ralph Glover reconhece nela sua irmã mais nova, Susan, uma física teórica desaparecida dez anos antes durante uma experiência secreta no Laboratório Nacional de Los Alamos. Susan não está morta.
Ela está tentando atravessar uma fronteira invisível entre a matéria e a consciência.
Ao lado do atormentado físico Adrian Montfort, Ralph mergulha em uma investigação que conecta o Campo de Higgs, textos gnósticos dos primeiros séculos do cristianismo, experiências secretas do governo norte-americano e uma organização clandestina ligada ao Vaticano.
A descoberta de Susan pode provar que a consciência humana sobrevive fora do corpo.
Também pode destruir as estruturas religiosas, econômicas e políticas que controlam a civilização.
Enquanto uma aliança secreta tenta capturar Susan e transformar sua pesquisa em uma tecnologia de imortalidade, Ralph precisa decidir se deve trazer a irmã de volta ou fechar para sempre a porta que ela abriu.
A Mulher de Manhattan é um thriller eletrizante sobre ciência, fé, poder, mortalidade e o direito de cada ser humano sobre a própria consciência.
Em janeiro de 2020, meia tonelada de cocaína pura desaparece durante uma complexa operação entre o PCC e a máfia calabresa ’Ndrangheta. A droga deveria sair do Porto de Santos escondida na estrutura submersa de um navio cargueiro e ser retirada por mergulhadores ao chegar ao Porto de Gioia Tauro, na Itália.
Quando os italianos abrem os compartimentos secretos da embarcação, porém, não encontram nada.
A carga simplesmente desapareceu.
A partir desse acontecimento, Carga Fantasma constrói um thriller criminal eletrizante sobre quatro homens ligados à operação: um agente da Polícia Federal seduzido pelo luxo do crime, um hacker de vinte anos que intercepta as comunicações dos traficantes, um integrante recém-batizado pelo PCC e um mafioso italiano condenado à morte pelos próprios chefes.
Os quatro descobrem que estão planejando roubar a mesma carga. Em vez de se eliminarem, formam uma aliança temporária para executar um golpe aparentemente impossível: instalar a cocaína no navio, comprovar o embarque para brasileiros e italianos e fazer as vinte bolsas desaparecerem no mar antes que a embarcação atravesse o Atlântico.
Mas cada integrante possui um plano secreto dentro do plano principal.
O resultado é um jogo de erros, traições e manipulações que se estende de São Paulo à Calábria. Enquanto o PCC e a ’Ndrangheta ameaçam iniciar uma guerra internacional, policiais corruptos, hackers, mergulhadores e operadores portuários entram em uma disputa pela droga.
No centro da crise está um navio carregado de combustível e explosivos, prestes a ser destruído em um dos portos mais importantes da Europa.
Carga Fantasma combina a tensão dos grandes thrillers de assalto com a violência dos filmes de crime organizado e a dimensão geopolítica do tráfico internacional. É uma narrativa de ritmo acelerado, personagens moralmente ambíguos e sucessivas reviravoltas, na qual ninguém possui todas as informações e cada aliado pode ser o próximo traidor.
